Certa vez durante uma construção…

18 06 2012

Lembro-me  de quando minha filha era mais pequena e gostava de brincar de construção. Inevitavelmente a nossa casa vivia repleta de legos e peças de montar. Ela passava horas a criar  as suas casinhas de boneca, onde como toda menina fazia comidinhas, recebia as amigas para o chá e tudo o que se tratasse das brincadeiras de uma rapariga.

Mas, houve um dia em que ela me surpreendeu. Ela havia recebido de presente de aniversário da avó, mais um desses brinquedos de montar. Era gigante, comparado aos que ela já tinha, porém como sabemos, os presentes das avós são assim mesmo exagerados, ainda mais sendo ela a única neta. O brinquedo era composto por pequenas peças, que incluíam tijolos, que imitavam os tijolos de verdade. Havia também uma espécie de plasticina que tinha a função de colar os tijolos uns nos outros, a medida que a criança fosse construindo aquilo que quisesse. Tinha peças em miniaturas que representavam bancos de jardim, canteiros de flores, pequenos automóveis, pessoas… enfim, tudo para criar o que a imaginação dela quisesse.

Naquele dia fiquei a observar enquanto ela fazia assim uma espécie de praça, com pequenas casas, lojas, quiosques… etc. No meio da praça ela estava a  tentar construir qualquer coisa que eu não conseguia perceber o que era e, o mais interessante é que ao invés de usar os pequenos tijolos, ela punha as miniaturas de pessoas, umas em cima das outras, tentando formar o que no meu entendimento parecia um quadrado. Mas ela não conseguia manter os bonecos fixos uns nos outros e por mais que tentasse eles caiam, não fixavam… Depois de muitas tentativas, ela estava  quase a desistir. Foi então que lhe perguntei o que é que ela estava a fazer?

– Estou a construir uma igreja mamã. – Respondeu com firmeza.

– E então porque não usas os tijolos, querida?

– Porque eu aprendi na Escola Dominical que Jesus fez a igreja com pessoas e não com tijolos!

Claro que fiquei sem palavras por um instante. A minha filha tão pequena ainda, já havia aprendido um conceito que nós sabemos, mas nem sempre vivemos…

A igreja não é o prédio onde estamos, não é apenas a nossa comunhão aos domingos. A igreja é feita de pessoas, imperfeitas espalhadas por um mundo imperfeito, mas cujo elo de ligação é Jesus, o único capaz de conjugar tanta imperfeição e transforma-la numa obra prima… o Seu Próprio Corpo.  E, é esta igreja feita por pessoas, que “é a esperança para o mundo” (Bill Hybels).

Por fim ajudei-a a construir a sua igreja. Usamos a plasticina. Não ficou linear e até via-se algumas arestas, afinal as peças eram de formatos, tamanhos e cores diferentes… mas ficou linda, muito linda…

Farás também as tábuas para o tabernáculo de madeira de acácia, que serão postas verticalmente. O comprimento de uma tábua será de dez côvados, e a largura de cada tábua será de um côvado e meio. Dois encaixes terá cada tábua, travados um com o outro; assim farás com todas as tábuas do tabernáculo.”
Êxodo 26:15-17

O que isto tem a ver contigo?

O que os versículos de Êxodo têm na tua opinião, a ver com este tema?

Beijinhos da Sofia Link

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Tal como uma Sinfonia…

14 05 2012

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Certo dia, eu estava a ensinar a um grupo de crianças do 2º ano da primária, o quanto era importante a higiene pessoal, o cuidar do próprio corpo, tomar banho todos os dias, lavar os dentes após as refeições, cortar as unhas, lavar bem as mãos, ter uma boa noite de sono… etc.

Claro que elas questionavam muito, afinal para as crianças era muito importante perceber o porquê de “perder” tanto tempo com coisas que lhes roubavam tempo à brincadeira.

Comecei a explicar-lhes então que isto fazia parte de uma espécie de sinfonia e para fazê-los compreender numa linguagem que lhes fizesse sentido, prometi que no dia seguinte ia contar-lhes uma história.

No outro dia lá estava eu, munida de desenhos, ilustrações e algum material que me ajudasse a ilustrar o que eu queria ensinar-lhes.

– Era uma vez uma orquestra sinfónica – comecei eu:

– Vocês sabem que uma orquestra é composta de muitos intrumentos, não sabem? (e mostrei-lhes o desenho de uma orquestra sinfónica) Dentre eles estão as cordas: violinos, violoncelos, harpas, violas… as madeiras: flautas, flautins, oboes, clarinetes… os metais: trompetes, trombones, tumbas… os de percussão: triângulo, tímpanos, pratos… e as teclas: piano, cravo e orgão.

Era visível que as imagens da orquestra e dos diferentes instrumentos que estava a mostrar, despertavam o interesse delas.

– Então – continuei – mas houve um dia em que alguns instrumentos dentre estes aqui, resolveram que não queriam mais participar da orquestra. Entre eles estava o clarinete baixo, que achava que o clarinete aparecia mais do que ele, estava também o bombo, que achava que os pratos atrapalhavam na sua concentração, ou ainda o órgão, que sempre tivera um certo ciúme do piano só por causa daquela cauda! E o contrabaixo, pensava que o violoncelo era uma viola disfarçada. O argumento de todos eles era que eram únicos, importantes, os seus sons eram especiais e não poderiam estar a dividir o seu talento com mais ninguém. O maestro, ao perceber isto, insistiu com eles, argumentou, tentou mostrar-lhes o valor dos outros, do conjunto… mas eles não se convenceram. Diziam que da orquestra não particpariam mais.

Assim, como eles mesmo quiseram, ficaram num canto esquecidos. Se não queriam participar, não havia ninguém que lhes tocasse e ficaram por ali, só a observar os outros instrumentos, a esforçarem-se para poder ser uma orquestra, mas não com os mesmos resultados. Até tocavam, mas não era a mesma coisa. O maestro estava triste, era visível. Por mais entusiasmo que tentasse impor a maestria, faltava-lhe instrumentos…

Os revoltosos entretanto, não perceberam, mas  uma camada de pó fino, começou a ser vista por aqueles que   por ali passavam e, aquilo que a principio era só uma leve poeira, tornou-se uma camada espessa de sujidade. Os metais enferrujaram, as cordas partiram-se e os intrumentos vaidosos, longe da orquestra tornaram-se sem brilho, sem vida, sem som…

Foi então que o maestro, resolveu procurá-los outra vez. Afinal se a orquestra não era mesma sem aqueles intrumentos, eles também não conseguiriam ser plenos até voltarem a estar com os outros. Com muita paciência, o velho maestro conversou com cada um,  limpou-os, concertou as cordas partidas, restaurou aqueles cuja ferrugem tentava corroer para sempre, afinou-os… enfim, fez cada um deles, novo outro vez… Depois com a arte que só um maestro é capaz, mostrou-lhes que os belos sons que sabiam produzir, faziam mais sentido quando estavam todos juntos.

– Afinal – disse ele ao orgão – o piano apesar da sua cauda, não é tão belo quanto quando tu te dispões a acompanhá-lo e o clarinete anda a trabalhar dobrado, só porque tu não estás lá, clarinete baixo, para fazer o teu trabalho…

Os instrumentos estavam visivelmente envergonhados. Primeiro, porque não esperavam ser tratados com tanto cuidado, por alguém que eles tinham desprezado e também porque afinal perceberam que estavam errados.  Foi assim que eles entenderam a importância do conjunto. Sozinhos e sem cuidados, eles nunca poderiam sobreviver. Com os outros e com cada um cumprindo o seu papel, aí sim eles eram capazes de entoar uma linda sinfonia.

O mais impressionante, para mim foi que ao tentar mostrar às crianças que, como aquela orquestra, o nosso corpo é um conjunto que precisa ser limpo, tratado e cuidado pois cada parte tem um papel importante nesta sinfonia que é a nossa vida, pensei na analogia que Paulo faz referente ao Corpo de Cristo do qual Ele, Jesus é a cabeça (o maestro). Maestro que lidera em amor sacrificial, ao ponto de dar a Sua vida pela igreja. “Fez isto para a santificar e purificar lavando-a com a água da Sua palavra. Quis assim preparar a igreja para ser a sua esposa cheia de beleza, sem mancha nem defeito ou coisa semelhante, mas santa e sem pecado.” – Efésios 5: 26 e 27

Como naquela orquestra,“Num mesmo corpo há vários membros e cada um tem a sua função. Assim também nós, que somos muitos, formamos um só corpo em união com Cristo e estamos unidos uns aos outros como membros do mesmo corpo.” – (Romanos 12: 4 e 5) por isso, não é possivel aos olhos dizerem à mão não preciso de ti, ou a cabeça dizer aos pés contigo eu não vou, pois Deus pôs cada parte do corpo onde lhe aprouve e cada parte é importante, mas juntos são um, a ponto de que se uma das partes sofre, todas sofrem com ela; se outra é elogiada, todas se alegram com isso.  (1Coríntios 12)

As crianças aprenderam naquele dia como cuidar bem do corpo, pois nele há vida que quando bem orquestrada entoa uma linda canção…

Mas mais do que isso, esta pequena história, fez-me pensar no Maestro, Jesus Cristo, que alcança, restaura, tira a ferrugem, afina e faz de novo, para que juntos uns dos outros,tal qual como uma orquestra, com diferentes dons e talentos, possamos tocar o mundo, com a mais bela sinfonia…

E tu? Quais lições tu podes tirar desta pequena história?

Um beijinho da Sofia Link





Vida Nova em Comunidade

28 04 2012

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Como sabemos, a vida nova começa quando recebemos Jesus Cristo e tornamo-nos filhos amados de Deus! Assim, passamos a fazer parte da família de Deus, como consta do livro bíblico escrito aos Efésios, 2:19.b – (Vocês) fazem parte do povo santo de Deus e são membros da Sua família.

Este é um privilégio sem igual. Em Cristo nós nascemos de novo espiritualmente, recebemos a natureza divina e passamos a ter o Deus Criador como o nosso Pai. Consequentemente, todos os que estão nesta mesma condição passam a ser irmãos! Esta família é a comunidade de todos os cristãos, e constitui a Igreja de Cristo.

A Igreja de Cristo é única, ou seja, Ele só tem uma Igreja, e esta tem uma abrangência universal, incluindo todos os crentes em Jesus Cristo, que se dedicaram inteira e exclusivamente a Ele, em todos os lugares e em todas as épocas. No entanto, há diversas expressões locais e visíveis desta Igreja de Cristo, que são as incontáveis igrejas compostas por grupos de crentes, de diferentes dimensões, reunidos ou dispersos, as quais estão situadas nas mais variadas localidades geográficas. Rick Warren afirmou que 56 mandamentos do Novo Testamento só poderão ser obedecidos se a pessoa pertencer (não apenas frequentar) a uma igreja local!

Não há diferença entre judeus e não-judeus, entre escravos e pessoas livres, entre homem e mulher. Agora constituem um todo em união com Cristo Jesus.”- Gálatas 3:28

A Igreja de Cristo é perfeita, pois é Ele quem a edifica e dirige, mas é composta por pessoas imperfeitas, todas em processo contínuo de aprendizagem e crescimento.

Todos participavam fielmente no ensino dos apóstolos, na união fraterna no partir do pão e nas orações. Toda a gente estava impressionada com o que se estava a passar, porque Deus fazia muitos sinais milagrosos e maravilhas por meio dos apóstolos. Os crentes viviam unidos e punham em comum tudo o que possuíam. Vendiam as suas propriedades assim como outros bens e dividiam o dinheiro entre todos, de acordo com as necessidades de cada um. Reuniam-se diariamente no templo. Partiam o pão ora numa casa ora noutra, comendo juntos com alegria e simplicidade de coração. Davam louvores a Deus e tinham a simpatia de todo o povo. Cada dia que passava, o Senhor aumentava o número dos que recebiam a salvação.” – Actos 2:42 a 47

Larry Crabb disse que a igreja é o lugar mais seguro da terra, enquanto que Erwin McManus escreveu que a igreja foi criada para reflectir a beleza do carácter divino.

De algum modo, por intermédio de pessoas caídas e quebradas, Deus cria um mosaico divino:

Por meio da Igreja todo o universo fica a conhecer a imensidão da sabedoria de Deus, segundo Efésios 3:10 e 11. Este é plano que Deus traçou desde o princípio e que realizou por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor.

É de extrema importância termos plena consciência da nossa identidade completa: somos filhos de Deus e fazemos parte da Sua família, a Igreja. Estas duas verdades são inseparáveis, e revelam a sabedoria e o plano de Deus! Portanto, a nossa filiação divina naturalmente coloca-nos no seio da comunidade cristã espalhada um pouco por todo o mundo. Somos uma família muito numerosa! 🙂 (Do Manual Conexão Vida Nova – Fase 2 e 3)

Assim fica a pergunta: Afinal a igreja são pessoas, somos nós, sou eu e não é um edifício ou um templo. Como reages a este facto?

Beijinhos da Sofia Link





Ode à Língua Portuguesa

17 04 2012

Como sabem sou apaixonada por leitura. Sou professora de Inglês mas tenho de dizer que a Língua Portuguesa atrai-me de uma forma muito especial. Através dela, poetas e escritores têm transbordado emoção, contado histórias reais e imaginárias, criado lendas, traduzido em palavras os sonhos de cada um de nós. A língua caracteriza um povo, interpreta a cultura, vira canção e dança com os acordes e notas, transbordando arte de uma forma tão especial.

Por vezes fico a pensar que o nosso país tão pequenino, levou um legado juntamente consigo, quando aventurou-se mar adentro nas suas caravelas. Entre este legado  estava a sua lingua, um presente gratuito que chegou tão cedo quanto os primeiros desbravadores.

Hoje se fala Português em tantos lugares! A língua portuguesa nas suas diferentes pronuncias e sotaques é altaneira e já não fala mais de um povo, mas de histórias que se entrelaçam do povo conquistador e de outros independentes. Fala de amores também, de contos infantis, de tristezas e lágrimas de amigos reais e outros tantos virtuais.

Sim a lingua é o espelho da cultura que representa e ao pensar nisto, vem-me a memória a imagem de Jesus a escrever na areia enquanto homens ao seu redor esperavam que o Senhor condenasse uma mulher apanhada em adultério. (João 8) Fico a pensar o que teria o mestre escrito? Que palavras foram registadas ali, enquanto aqueles homens condenavam e esperavam por “justiça”?

É impossivel saber, mas se a lingua expressa a cultura e sabendo que o Senhor transbordava a cultura do Reino, podemos imaginar que seja o que for que ele tenha escrito, eram palavras de Graça.

As vezes surpreendo-me com o nosso Deus infinito, cuja a sabedoria vai além dessa dimensão temporal que vivemos. O Deus  que se digna a escrever em letras eternas e transmitir esta Graça que nos alcança, numa letra que eu posso entender.

Há quem chame a Biblia, a carta de amor do Pai. É se pensarmos bem, é isto mesmo, ela é carta de amor do Deus que conta a Sua história e o seu relacionamento de amor com uma humanidade sedenta. Humanidade esta que não tem qualquer noção do privilégio que é saber que o o Senhor que a ama e a quer de volta, desenha graça, amor, misericórdia… numa linguagem que alcança o homem, sua cultura, sua arte, história e caravelas e traz o Reino para fazer parte dela.

E enquanto os homens condenavam, o Senhor escrevia na areia…

O que isto tem a ver contigo?

Um beijinhos da Sofia Link





Entre o triunfo e o TRIUNFO… os afectos…

6 04 2012

A semana começou triunfal. Ao entrar na cidade a multidão o aclamou: “Bendito o que vem em nome do Senhor, Hosana nas alturas”

Mas foi principalmente uma semana entre amigos. Ele que sempre estivera rodeado pela multidão, naqueles últimos dias, investiu seu tempo, as últimas palavras, os últimos gestos, os afectos… com aqueles que estiveram sempre com Ele.

Ele lavou os seus pés. Ao cingir a toalha e inclinar-se para eles, o Mestre os estava a ensinar, mas principalmente derramava-lhes do seu amor, da sua graça bendita que os envolvia em reconciliação…

Prometeu-lhes o Consolador. É claro que não os deixaria sós, era só uma questão de ir e preparar lugar.

Com eles, o mestre partilhou a ceia. O pão e o vinho eram os mesmos de sempre, porém agora com um novo significado. Já não era mais apenas o saciar da fome, eram o símbolo de uma aliança… eterna. O alimento e a bebida outras vezes partilhados, tinham agora um novo significado, tornavam-se um símbolo, daquilo que dividiria  a história…

O clima era de despedida. Não havia dúvida que algo iria acontecer. Lá estavam os amigos, entre eles, diferentes personalidades se esbarravam, entre intrepidez, incredulidade, traição, orgulho, medo… humanidade. Era o Rei que se assentava com eles, o Filho de Deus em seus últimos momentos, amou-os, comissionou-os, orou com eles, por eles e para além deles….

E tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras.

Por vezes ponho-me a pensar que canção era aquela que entoaram antes da despedida. Os acordes devem ter feito eco por muito tempo nos ouvidos daqueles homens… talvez fosse um hábito, ou apenas um momento, mas o facto é que cantaram para Deus, na presença de Deus e com Deus pela última vez…

E a partir dali o Rei estava só. No seu caminho, clamor, lágrimas, tortura, maldição… O seu alvo era a cruz. Lugar de solidão, de entrega, de promessa cumprida, de salvação… Nela a lei foi cumprida, nela Ele triunfou, libertou e através dela, podemos dizer que somos livres…

E houve trevas na face do abismo…

Suas últimas palavras: “Está consumado” João 19:30

Ali Ele venceu e abriu as portas para um Novo e Vivo Caminho!

“Eu sou o Caminho a Verdade e a Vida, ninguém vem ao Pai se não for por mim”  João 14:6





E a História Continua…

7 06 2011

 

 

Voltar a pescar era única possibilidade que eles tinham, afinal não havia mais nada que pudessem fazer. Pedro, o líder, o homem que reconheceu em Jesus aquele que era o Cristo, o Filho do Deus Vivo (Mt. 16:16) decidiu ir pescar e todos o seguiram. E eles passaram a noite toda a espera mas não conseguiram pescar sequer um peixinho. No semblante de cada um a sombra da ausência do Mestre. No peito do líder Pedro, a tristeza de quem viu cair por terra todas as suas convicções baseadas na sua própria capacidade de seguir o Senhor até o fim. Não conseguiu! Dormiu enquanto o Mestre agonizava no Getsémani. Foi impulsivo e cortou a orelha de um guarda que veio prender Jesus. Negou o Senhor três vezes, como o próprio Mestre havia dito que ele faria.

Voltar a pescar para Pedro era voltar ao ponto de partida. Era voltar para o lugar do primeiro encontro, para o lugar onde foi chamado pela primeira vez, Pescador de Homens.

Mas como apagar toda a trajectória dos últimos 3 anos? Como esquecer todas as memórias dos dias e noites que passaram juntos, do ensino, das convicções que cresciam no seu coração a medida que andava lado a lado com Ele, ouvia a Sua Palavra e aprendia… Como esquecer dos milagres, dos cegos que voltaram a ver, da proximidade com os perdidos, carentes, famintos, pecadores… Lembrou-se da mulher condenada por adultério, da Samaritana que aprendeu a beber da fonte de Água Viva, que ele, Pedro, também precisava tanto! Como não lembrar, do partir do pão, do lavar dos pés, da oração… Como esquecer do Mestre e simplesmente voltar ao passado e pescar?

Cansado de uma noite sem sono e sem peixes, esses pensamentos o enchiam, até que alguém chamou-lhe a atenção.

“É o Senhor.”

Claro que era Ele, quem mais poderia aproximar-se assim e fazê-los mudar de direcção? Afinal o lado direito do barco estivera ali, a noite toda e não havia peixes. Agora mal podiam carregar as redes!

Pedro vestiu a capa e lançou-se ao mar. Na areia, o pequeno-almoço estava servido. Enquanto eles passavam a noite a procura de peixes, o mestre grelhava peixes sobre a brasa e servia-lhes um pouco de pão. Não deixava de ser irónico. E ele, Pedro, que falhara tantas vezes, não poderia negar, seu lugar não era o mar… A chamada era clara:

Apascenta as minhas ovelhas, pastoreia os meus cordeiros, cuida das minhas ovelhas…

Não, Pedro não amava o suficiente! Era um amor limitado, humano, capaz de ser impulsivo e errar tantas vezes… mas Pedro estava a aprender a amar com o Mestre, naquele reencontro especial, porque afinal foi Ele amou primeiro. Naquele diálogo com o mestre e seu amor incondicional, Pedro reviu a si mesmo. Foi apascentado, pastoreado, cuidado…e finalmente transformado para poder também transformar…

E a história não acaba aqui…

Chegou até mim e até ti.

Qual o eco que faz na tua alma, o desenrolar da história de Pedro, Tiago, João… os discípulos e seu Mestre?

Deixa que Ele apascente a tua alma, pastorei e cuide de ti. Afinal a história continua a ser escrita e a tua vida pode ser a tinta que continua a preciosa história…

Beijinhos da Sofia Link

Baseado em João capítulo 21





E Ressurgiu…

23 04 2011

Mas a morte não o deteve. O silêncio daquela sexta-feira, transformou-se na mais perfeita alegria, quando Jesus ressuscitou.

As mulheres ao chegarem ao lugar onde Ele deveria estar sepultado, surpreenderam-se por ver o túmulo vazio e é exactamente aquele túmulo vazio que renova a esperança.

Bastou Jesus chamar-lhe pelo nome: “Maria”, para que ela o reconhecesse.

“Agora vai contar aos meus irmãos”

Os discipulos, aqueles homens amedrontados, frágeis e que  agora se escondiam, ele chamou de irmãos.  A Graça derramada na cruz começava a se extender e em ondas de amor movia-se e ia de encontro àqueles a quem Ele chamou amigos…

“E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim;”

E a onda de Graça e Amor nos alcançou… e transformou!

E PORQUE ELE VIVE POSSO CRER NO AMANHÃ.

Uma Páscoa Feliz amigos queridos, porque Jesus vive, e reina.

baseado em João Capítulo 20.

Beijinhos da Sofia Link